sábado, 30 de outubro de 2010

Sobre as verdades ...

A Bia postou aqui que anda descrente do mundo e coisa e tal. Acho que esse é um sentimento compartilhado pela maior parte das pessoas que, no mínimo, tem um pouquinho de consciência de seu papel nesse planeta.
Não, não vou fazer discursos ecológicos, principalmente porque eu não sou exemplo para ninguém. A tomada de consciência é meio "Cara, o que que eu estou fazendo nesse mundo?".
Oras, eu sou jornalista. Minha função deveria ser mostrar o que acontece por aí, viver em busca da verdade. É a ilusão de todo "primeiro anista": minhas matérias poderão mudar o mundo. O problema é quando você cai na real (ou no mercado de trabalho) e percebe a ilusão absurda que é isso. E não é só no jornalismo que isso acontece.
As pessoas não querem verdades. É mais fácil viver em um mundo paralelo ou empurrar com a barriga. Verdades doem se a pessoa que ouve não está preparada para a opinião alheia.
Tem gente que passa a vida inteira lutando contra o sistema, a mãe, o marido e não percebe que o problema está em si mesmo. Pode até perceber, mas aceitar? NUNCA!
Não seria muito mais fácil se a gente aceitasse de uma vez que algumas coisas não dão certo porque não era de acontecer? Seria infinitamente menos penoso se a vida fosse mais "matemática". Assim:
Exemplo 1: dia 15 de janeiro de 2015, uma bela tarde ensolarada de verão, surge um cara absurdamente fora do comum (no bom sentido). Você, lindamente distraída, sentada no banquinho do jardim da praia, aproveita que está usando óculos escuros e dá aquela secada no rapaz. Sabe lá Deus o por quê, mas ele te faz uma pergunta, vocês começam a conversar e ... tcharam! É ele!;
Exemplo 2: você manda seu modesto currículo de jovem universitária, sem muita experiência, e, dias antes da sua formatura, recebe uma proposta de emprego para trabalhar na área que você sempre quis;
O foda é que a vida não é assim. Eu tenho raiva disso, mas penso que seria muito chato seguir essa fórmula. Prefiro continuar esperando o Sílvio Santos me chamar para rodar o Peão da Casa Própria, sem eu ter mandado uma carta sequer para o tio do Baú. 
Confesso que essa falta de previsibilidade é uma tortura absurda para os ansiosos e controladores de plantão. O que resta? O pior conselho pra os impacientes: esperar!
Então, Bia, relaxe. O que é seu está guardado!

Obs.: Esse post pode ser aplicado em várias áreas. É que eu acho mais fácil arrumar exemplos para relacionamentos e trabalho. Substitua pelo que mais te revolta e esqueça todos esses conselhos. Afinal, eu não sou a melhor pessoa para ajudar ninguém! ahuiAUIauihUIAHUIuiauiHAUI

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